terça-feira, novembro 01, 2005

"ég gaf ykkur von sem varð að vonbrigðum.. þetta er ágætis byrjun""i gave you hope that became a disappointment.. this is an alright start"




hún jörð (mother earth)

móðir vor sem ert á jörðu
heilagt veri nafn þitt
komi ríki þitt
og veri vilji þinn framkvæmdur í oss
eins og hann er í þér
eins og þú sendir hvern dag þína engla
sendu þá einnig til oss
fyrirgefið oss vorar syndir
eins og vér bætum fyrir allar syndir gagnvart þér
og leið oss eigi til sjúkleika
heldur fær oss frá öllu illu
því þín er jörðin
líkaminn
og heilsan
amen


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domingo, julho 31, 2005

ACABOU!!!





Agora que o curso termina. Sinto umas saudades miseráveis das aulas.
Realmente, quando se começa a trabalhar, parece que se sente uma nostalgia de algo que nunca mais vai acontecer: aulas. Na verdade, não me posso esquecer que andei na escola toda uma vida. Dezasseis anos dos meus pobres 22.

E agora? O que posso esperar?
Será que é assim que se passa com todos?
Elucidem-me...

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domingo, junho 19, 2005

Eugénio de Andrade II




Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.


Eugénio de Andrade





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Eugénio de Andrade I





Eugénio de Andrade | 1923 - 2005

Eugénio de Andrade é um dos mais lidos e traduzidos dos poetas portugueses vivos. Após algumas tentativas juvenis que mais tarde repudiou, impôs-se definitivamente no panorama da actual poesia portuguesa com "As Mãos e os Frutos" (1948). Contemporâneo dos movimentos neo-realista e surrealista, quase não acusa influência de quaisquer escolas literárias, propondo uma poesia elementar, cuja musicalidade só encontra precedentes na nossa lírica medieval, ou num poeta como Camilo Pessanha, que Eugénio de Andrade assume - a par de Cesário Verde - como um dos seus mestres.

Se muitos poetas portugueses da nossa época são marcados pelo desencanto, "Eugénio de Andrade vai buscar ao paraíso da infância, à intimidade com a terra, à pura felicidade de se ter um corpo a fulgurante alegria de alguns momentos privilegiados". Esta poesia à qual se tem chamado solar vai acusando, todavia, o peso do tempo, especialmente desde "Rente ao Dizer" (1992) até a "O Sal da Língua" (1995).

Os 50 anos da sua vida literária de Eugénio de Andrade foram assinalados no Porto com um colóquio internacional sobre a sua obra, cujas actas estão agora disponíveis no primeiro número dos "Cadernos de Serrúbia", editados pela sua Fundação, a Fundação Eugénio de Andrade.



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Álvaro Cunhal II





Álvaro Barreirinhas Cunhal, filho de Avelino Cunhal e Mercedes Cunhal, nasceu na freguesia da Sé Nova em Coimbra, no dia 10 de Novembro de 1913.

Álvaro Cunhal teve dois irmãos mais velhos, António José, que morreu em 1933, com vinte e dois anos, vítima de tuberculose, e Maria Mansuenta, que morreu em Seia, em 1921, com apenas nove anos, também vítima de tuberculose.

A sua infância foi vivida em Seia, terra de seu pai.

Com onze anos de idade muda-se com a família para Lisboa, onde faz os seus estudos secundários no Pedro Nunes e mais tarde no liceu Camões.


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Alvaro Cunhal I


Adeus... 1913|2005 Posted by Hello