quinta-feira, dezembro 01, 2005

Pink Loving



E aqui vai mais uma banda de reconhecido mérito e pela qual me tenho vindo a apaixonar: Pink Poetry (Almeirim, Santarém).

São uns simples rapazinhos que adoram fazer simples ensaios ao vivo e descobrir simplesmente o que é que dali sai. E vejam só... não se saem nada mal. Melhor. São quase perfeitos.

Som | Electro-acústico-minimal

Sentimentos | Confusos, dispersos... sensação de saltar uma bola do peito.

Conclusão | Muito agradável para ouvir num bar. Perfeito para aquele domingo ao entardecer a comer um belo de um gelado e a sentir um misto de pena e amor próprio.

http://pinkpoetry.blogspot.com

quarta-feira, novembro 30, 2005

Ai Pandora!


Sem futuro...

Ou com algum...

Isto de se ter sido uma jornalista (não de sucesso) em tempos, dá-me uma vontade imensa de escrever...

Foi para isto que nasci. Penso. E... Bem, não consigo viver sem mostrar o meu cunho pessoal. Desenvolver-me. Recriar-me. Estar a trabalhar naquilo que se ama faz-nos crescer o ego. Sei disso mais que tudo. E mais que nada. Ou talvez o contrário.

E fazer desabrochar a alma, faz crescer por dentro.

Lembro-me que quando era mais pequena, já sabia ler e escrever mal cheguei ao meu primeiro Inverno de escola. Sempre escrevi composições maiores que as que era suposto. Realmente, nunca fiz o que era suposto... foi sempre o contrário.

Mais.

Quando andava no 5º a 6º ano, cheguei mesmo a ganhar concursos literários. Adorava policiais. E escrevia sobre diamantes escondidos em berços de bebés. Bons tempos...

Mais tarde tive a certeza de que o meu futuro seria o mundo do professor. Mais propriamente de Português e Inglês. Hein? Quem o diria?

Adiante...

O meu amor pela escrita ia crescendo. Quando concorri, foi directamente para comunicação social... e agora aqui estou. Já fiz o meu sonho...

É pá... pelo menos sonhei...

E para sonhar não há ninguém com mais experiência.

É pena que a dor continue por aqui. E que nada mais tenha mudado. E que não encontre sentido para aquilo que eu um dia serei.

Quem sabe, se daqui a uns vinte anos, não vou comer um magnum, à lareira contigo a cofiar-me o cabelo (algo que venero!)

Há que ter esperança - dir-me-ia a Cecília.

Boa noite e um queijo!

À procura!



Isto de andar desempregada tem muito que se lhe diga... Os nossos amigos (uns empregados, outros semi, e ainda outros - a grande parte - desempregados de todo) vão-nos dando conselhos de como superar esta dor de não se conseguir pagar as contas.

É dificil.

Mais.

Temos de desistir de muitas coisas que nos davam uma certa qualidade de vida.

Sim.

Porque não vale a pena, andar de um lado para o outro, a vegetar ou à procura de um trabalho, se não podemos viajar, almoçar ou jantar fora, fazer jantaradas com os amigos lá em casa, ir ao ginásio (tou mesmo a ver que vou desistir), ir passar a passagem de ano num lugar qualquer... bem ... tanta coisa...

Isto faz-me reflectir...

Será que é este o nosso propósito?

Existir. Só e apenas.

Questiono-me.

E vejo que esta conversa não me levou a lado nenhum... LOL...

Mas quem quer que seja que se tenha identificado: "raise your hand"!

quinta-feira, novembro 03, 2005

concelho | Absence



Absence pretende ser um espaço de extensão dos nossos medos, uma galeria das nossas perguntas e uma afirmação dos pormenores da nossa vida, igual em si a tantas outras que com sucesso se mantêm na esperança da felicidade. Activar estrategicamente aquilo que todos temos em comum, a insatisfação íntima de nunca podermos ser o que idealizámos para nós, e, mesmo assim, construir estradas, viadutos e túneis que atravessem as montanhas da realidade.

Produção
Proto – Associação Teatro Observatório

Apresentação
20 e 21 de Novembro, às 22 horas

Local
Lugar Comum

Reservas e Informações
Lugar Comum
Tel.: 21 438 74 60

terça-feira, novembro 01, 2005

Fast Forward

I’m going
Fast forward
Alone in the dark
There’s no one
around me
by my side
When you put your hands over your ears
You don’t hear me
When you cover your eyes
You don’t see me
It’s like I’ve never been here
And you’ve never known me
They’re leaving
I’m staying
inside me
It’s never been
so quiet
never so clean
When you put your hands over your ears
You don’t hear me
When you cover your eyes
You don’t see me
It’s like I’ve never been here
And you’ve never known me


Lali Puna

20 de Novembro, 2005, Coliseu, Lisboa Posted by Picasa