sábado, julho 29, 2006

Estou Cansada, neste momento...

Ando muito cansada. Cansaço. Muito cansaço e nada mais que cansaço.
Deem-me de beber, que não tenho sede!, já dizia o Pessoa. Ou melhor, personificado em Álvaro de Campos, um dos meus líderes espirituais. E é claro, que para ser um líder para mim, não existe, nem nunca existiu.
Neste momento, em que tive de vir trabalhar ao Sábado, depois de ontem ter saído daqui às 11 horas, devido a uma urgência na actualização do site da instituição onde trabalho.
Neste momento, quando tenho clipping de Abril, para fazer aqui mesmo à minha frente e nem me apetece tocar-lhe.
Neste momento, em que oiço o Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro (mais um dos que não existem e que eu adoro, só por serem imaginados), na Antena 2, com a voz de Mário Viegas, penso naquilo que poderia estar a fazer se não trabalhasse. Se não tivesse este cansaço, que me esgota.
Realmente somos uns inconformados. Quando estava desempregada, deprimia-me com o facto de o estar. E agora que consegui um emprego, na minha área de formação, que me realiza, sinto-me cansada e só me apetece desaparecer.
A vida é cheia destas coisas. E a minha é muito cheia. Pelo menos, neste momento, em que é só isso "que me enche os dias" (gostei desta frase Hole).
O problema é que sem isto esgoto-me. E sufoco com a pressão e adrenalina, que me prende ao mesmo tempo que me cansa. E tudo acontece, neste momento.
Deem-me um fim-de-semana, que quero trabalhar.

Imortalidade


Aqui à dias, numa conversa no trabalho, deparei-me com um grande dilema. Talvez não lhe chamaria dilema. Que tal, dúvida? Mas até é uma coisa importante.

Quando falamos, gritamos, dá-se a refracção do som, que se não me engano, é quando a nossa voz bate nas coisas materiais, tipo paredes, e volta para trás.

Agora, quanto tempo estão essas ondas de som no ar? Será que depois de 5 min. se perdem para sempre, ou ficam a ecoar naquele local durante toda a eterninade. Já imaginaram. A nossa voz, cada palavra por nós proferida num determinado local, ecoar eternamente? Num som inaudível, mas um eco eterno...

Depois desta conversa, tenho pensado muito nisto. É que eu sei, porque já fiz a experiência, que se colocarmos um gravador durante algum tempo numa casa, outrora desabitada, conseguimos ouvir, o que parecem ser conversas, que permaneceram naquele local para sempre, isto se aumentarmos o som ao máximo.
Dá que pensar. E também faz-me pensar que eu, como peça de um jogo de damas aqui na terra, deixarei a minha marca.

(podia ter ido pesquisar para provar a minha teoria, é que eu sendo de Letras, não percebo muito de Física, apesar de me fascinar. Gostaria de ouvir opiniões. Para mim é muito mais gratificante)
Um bem hajam, eh eh eh

terça-feira, julho 11, 2006

A revolta da lágrima


Ando com uma bolinha de 10 centímetros entre os pulmões, outra vez. Gostava de me puder esquecer de tanta coisa. Ou de simplesmente ignorar. Mas a única coisa que devo ignorar é a minha própria existência. Pelo menos é a única que tenho controlo. E mesmo assim não sei como o fazer. Vejo-me a ter recaídas. Vejo-me a voltar para trás. Para a nuvenzinha no topo da cabeça de que eu tanto falo. E essa nuvenzinha está a carregar-se com tempestades e eu nem sei o porquê da sua criação.

Evadir-me. Enfiar-me num buraco. Esquecer que existo. Para depois ver o trabalho a acumular na secretária.

Matem-me de uma vez...

Conselho | Lugar Comum

segunda-feira, julho 03, 2006

1000 visitas


Muito obrigada... o meu blog pode não ser o mais comentado... mas em um ano mil pessoas olharam para ele, pelo menos...

OBRIGADA!!!!

Ricardo | o Salvador...

Portugal - 3 Inglaterra - 2










Isto foi para mostrar ao Sporting que ainda tens a magia...