quarta-feira, outubro 31, 2007

Não consigo pensar... ponto! (de exclamação???)

Sinto-me na obrigação de escrever qualquer coisa para este blog. Já começam a reclamar e tenho de satisfazer quem me lê, quem finge que me lê, quem não lê, quem ainda não leu e quem ainda lerá, ou que não lerá. Não interessa!

Não consigo pensar... este é o tema. Estou de dieta. E dói-me um dente. Vamos por partes.

Estou agora a frequentar um mestrado em Lisboa... três dias por semana: segunda, terça e quarta-feira. Sim, eu sou de Leiria. Sim, eu moro em Leiria. Sim, trabalho em Leiria. Sim, estou completamente louca por estar para aqui a caminhar estes dias.

Ando cansada. Acho que estou a ficar velha demais e pior... não consigo pensar em nada o suficientemente abrangente e abstracto para continuar uma vida sã e sem mossas. Ainda há pouco me pus a pensar nas coisas que gostava antes de pensar e que me deixavam um sorriso nos lábios. Chiça!!! Não sai nada. Absolutamente. Um vazio oco na minha cabeça que de repente me colocou na opção de que não mereço esta cor de cabelo. Não entra nada... não sai nada destes neurónios cansados e necessitados de um sono restabelecedor.

Começo a pensar na dieta. Pior, pareço daquelas miúdas que só lê a Vogue e fica à espera das malas de brinde. Céus... eu comprei carteiras de brinde??? Que ainda por cima vinham na Lux Woman.

Estou derrotada. Sinto-me completamente estuprada pela civilização. Moldaram-me a mente e fizeram de mim uma zé igual a todas as outras e que me deixa desiludida... Preciso de mudar esta situação. Talvez tenha sido por esta situação que nunca mais por aqui deixei lamentos. Mas amigos, a minha vida é mesmo um caos e fora a minha vida não tenho mais nenhuma para viver. Quem me dera depor uma máscara e andar por ela de maneira diferente que não eu. Multiplicidade de vidas e de sentidos. Uma meta-vida. Uma tudo-junto e sem conteúdo.

Deêm-me conteúdo que já fiz um funeral aos neurónios.

Quanto ao dente. Cá está... a doer-me... é isso e a minha hérnia. Para além de burra ainda estou podre...

4 comentários:

Alien David Sousa disse...

Bolachinha, de burra não tens nada. E também não acredito que tenhas realizado um funeral aos teus neurónios...eles enganaram-te; enterraste outra coisa qualquer porque pelo que li, eles ainda estão muito activos.

" Moldaram-me a mente e fizeram de mim uma zé igual a todas as outras e que me deixa desiludida..."


Desculpa, mas tenho de discordar mais uma vez. Ninguém te moldou a mente, se o tivessem feito este teu texto o demonstraria. E muito pelo contrário, apenas nos disse que andas cansada e não passa disso.

Continuas em forma, podes estar cansada, mas ainda em forma ;)
Beijinhos

Ricardo Fonseca disse...

Tanto esforço para escrever, merece mesmo ter leitores e um comentário.

Já agora, boa sorte para a dieta...

Faneca [de má raça] disse...

Alien

Se não fossem vós, a chamar-me não-burra, que se seria de mim...

Estou em forma, mas continuo sem ir ao ginásio (no money...)

Ricardo

Uma nova "aparecença" por aqui, que muito prazer me dá. Gosto de pessoas novas a ler as minhas estupidezes... sim, eu faço um esforço para não deixar isto morrer... nunca se sabe quando posso precisar novamente... Beijocas... (Nota: já fui ao teu sítio)

Anónimo disse...

Olá.
Esta bolacha de aveia faz-me lembrar uma menina que um dia, algures em África, no meio de umas enormes montanhas que a levaram a dizer que "afinal o National Geografic" existe.
Nesse dia essa menina estava triste e sem saber o que fazer.
Alguém lhe disse: "pega na viola e faz aquilo que sabes, toca e canta, faz os outros felizes, eles estão à tua espera".
Ela acreditou e assim fez. Pegou na viola, tocou e cantou. E a alegria que ela comunicou aos outros foi-lhe retribuída multiplicada.
Continuo a acreditar que esse é o segredo para muitos dos nossos males.
Um beijinho faneca bolacha de aveia e ânimo para esse espírito.

P. Vítor Mira

P.S. Os mortos não escrevem